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Mais do que entretenimento, a VR e AR impulsionam os negócios

Mais do que entretenimento, a VR e AR podem impulsionar os negócios

O mundo como o conhecemos está em constante mutação, provocando períodos regulares de adaptação a novas tecnologias e de descoberta de todas as suas potencialidades. Regressando às memórias de 2016, todos se lembram da loucura à volta do globo provocada pelo lançamento do Pokémon Go, um simples jogo desenvolvido para os dispositivos móveis que atingiu um sucesso estrondoso em apenas alguns dias.

 

No fundo, este software de entretenimento recorria à câmara do smartphone ou tablet do utilizador para, através de tecnologia de realidade aumentada, acrescentar bonecos gerados por computador ao ambiente real do jogador – nas estradas, nos passeios, nos jardins ou em qualquer outro local. 

 

Os restantes capítulos da história estão, ainda, bem presentes na memória coletiva. Milhões de utilizadores em todo o mundo rumaram à rua, de telemóvel ou tablet em punho, numa verdadeira caça ao Pokémon. Este terá sido, porventura, um dos primeiros exemplos de realidade aumentada com grande impacto junto da sociedade. De lá para cá, as aplicações da tecnologia têm vindo a multiplicar-se e a evoluir para ajudar a transformar várias áreas de atividade, desde a política à medicina, passando pela construção ou formação profissional. 

 

Desde aplicações na construção, formação ou marketing, são diversas as possibilidades de utilização da Realidade Virtual (VR) e da Realidade Aumentada (AR) no seio das empresas.

 

Um dos exemplos passa pela inclusão da funcionalidade de Realidade Aumentada na aplicação do Meo Sudoeste na edição de 2019 que permite a todos os festivaleiros interagirem com o recinto de uma forma mais interativa através do Smartphone.

 

Antes ainda de mergulharmos neste incrível mundo da inovação tecnológica e de percebermos quais os seus verdadeiros impactos nas empresas e nos negócios, é importante estabelecer as diferenças entre realidade virtual e realidade aumentada. 

 

VR vs AR

Apesar de não serem tecnologias acabadas de apresentar ao mercado, a verdade é que continua a existir alguma confusão em torno do significado de cada uma das siglas – VR, ou Realidade Virtual, e AR, ou Realidade Aumentada. No primeiro caso, tal como o nome indica, é criado um ambiente virtual totalmente gerado por computador com o qual uma pessoa pode interagir ou no qual o utilizador pode ficar totalmente imerso. Em termos práticos, será o mesmo que estar dentro de um videojogo, onde nada é fisicamente real. 

 

Por outro lado, a AR permite criar experiências muito interessantes porque mistura a realidade física – ruas, prédios, rios e tantos outros – com a realidade virtual. Ou seja, neste caso a AR acrescenta algo virtual ao mundo físico, mas não o substitui. Um exemplo concreto, além do Pokémon Go, pode ser algo tão simples como um provador virtual numa loja de roupa, que usa a imagem real da pessoa e sobrepõe um modelo virtual de um vestido ou qualquer outra peça de vestuário. 

 

Embora possa parecer a alguns que ainda estamos longe de uma massificação destas tecnologias, a verdade é que existem diferentes especialistas e estudos que antecipam a generalização da utilização da AR e VR. De acordo com um relatório da International Data Corporation (IDC) sobre o tema, o mercado da AR e VR atingiu, em 2017, um valor global de 13,9 mil milhões de dólares. No mesmo documento, a IDC prevê um crescimento acentuado do investimento neste mercado, que deverá chegar aos 143,3 mil milhões de dólares no final de 2020. 

 

Contudo, o relatório realça que o segmento de consumo será aquele com maior responsabilidade no crescimento do mercado, ainda que aponte também uma progressiva taxa de adoção da tecnologia pelas empresas. Por cá, por exemplo, já existem algumas dezenas de organizações a desenvolver soluções deste âmbito em várias áreas como a formação profissional, ferramentas de apoio à decisão ou até de educação. 

 

Oportunidades de negócio

Esclarecido o que é a AR, a VR e o potencial financeiro do mercado, é tempo de perceber que tipo de aplicações práticas podem as empresas fazer com recurso a estas tecnologias e de que forma estas podem impulsionar os seus negócios. 

 

Uma das áreas que mais benefícios imediatos poderá tirar destas ferramentas é o marketing. São muitas as grandes marcas que têm vindo a apostar em campanhas publicitárias com base em AR e VR para atrair a tão disputada atenção dos consumidores – uma delas foi a cidade do Porto, que lançou uma aplicação móvel que pode ser utilizado em conjunto com um cardboard para que os utilizadores possam passear virtualmente pelos seus principais pontos turísticos. A nível global, não faltam exemplos da Coca Cola, do McDonald’s ou da Nike, entre tantos outros. 

 

No setor da construção, por exemplo, são também muitos os ganhos que as empresas podem recolher com a utilização destas tecnologias. Projetos mais simples como a implementação de uma piscina podem ser feitos com recurso a óculos de Realidade Virtual, que permitem aos clientes perceber como ficaria um determinado modelo de piscina no seu jardim ainda antes de terem tomado uma decisão. 

 

De uma forma mais avançada e complexa, existe ainda o BIM – Building Information Modeling ou Modelagem de Informações de Construção, em português. Na prática, é uma plataforma 4.0 que permite aos arquitetos, engenheiros e gestores de obra simular de forma precisa a construção de um edifício, o impacto que terá na envolvente, as necessidades de intervenções de conservação e manutenção que virá a ter e muito mais com recurso apenas a uma ferramenta digital. O BIM, embora ainda não seja amplamente usado em Portugal, é um método obrigatório para a construção de obras públicas no Reino Unido, em Espanha e, brevemente, na Alemanha. Isto acontece não só pelos ganhos de produtividade e de segurança da construção, mas também pelas poupanças que permite atingir e que são estimadas entre 10% e 25%.

 

Ainda numa perspetiva de planeamento e projeção, as realidades aumentada e virtual podem ser muito úteis em ambiente de produção, nomeadamente no que diz respeito ao desenho virtual, em tempo real e no local, da planta de uma fábrica de forma a otimizar a produtividade, a eficiência e a eficácia. Da mesma forma, existem companhias aéreas e empresas de aviação que utilizam a AR e a VR para planear o interior das aeronaves, beneficiando o conforto dos passageiros e a capacidade de cada aparelho. 

 

Certo é que apesar de estas ferramentas não serem uma novidade no mercado, continuam a ser alvo de experiências em várias áreas de negócio para procurar novas aplicações. Tal como defendeu Yves Bernaert, líder europeu da Accenture Technology, durante o Technovate 2.0, estas “são tecnologias simples, pois já estão disponíveis, mas se as implementares de forma inteligente, não são ferramentas para criar um novo tipo de interação com utilizador, são mesmo para teres ganhos de produtividade” que podem variar entre os 40% e 90%. “Tens de reinventar o processo de trabalho completamente do zero. Isso requer habilitações técnicas, de processo e de indústria, mas as pessoas vão inovar, podem inventar uma nova forma de trabalhar”, rematou.

 

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