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Entrar no carro e seguir viagem com "motorista" virtual

Entrar no carro e seguir viagem com "motorista" virtual

Parece estar para breve o cenário em que seremos passageiros na nossa própria viatura, que seguirá o seu caminho sem precisar de condutor. Falamos dos veículos autónomos que já deixaram para trás a ficção e que estão hoje cada vez mais perto da realidade.

 

Trânsito, atrasos, stress… são palavras que marcam demasiadas vezes o nosso dia-a-dia. Enfrentamos engarrafamento atrás de engarrafamento – um verdadeiro desperdício de tempo – quando podíamos aproveitar para ler um livro, ver a nossa série preferida no tablet, ou conversar calmamente com alguém. Mas a vida citadina exige que estejamos ao volante, sempre atentos ao carro da frente, aos peões e, se for o caso, com “um olho” nos miúdos.

 

Esta realidade pode, contudo, transformar-se com a introdução dos veículos autónomos, sem condutor. Os desenvolvimentos nesta tecnologia são cada vez mais frequentes e quase todos os fabricantes de automóveis, empresas de car sharing ou  tecnológicas — da Apple à Google, passando pela Mercedes ou a Bosch —, estão interessadas em contribuir e em estar no epicentro dos avanços do carro autónomo. Uma viatura destas tem de ser capaz de nos levar do ponto A ao B, evitando obstáculos e, finalmente, “saber” estacionar convenientemente. Tudo sem mexermos um dedo.

 

Para que tal aconteça, a Inteligência Artificial (IA) é uma das peças fundamentais. Sem IA não existem carros verdadeiramente autónomos, daqueles que nem precisam de volante ou mesmo de um ser humano para estacionar ou rolar. O software deve detetar tudo o que se passa à sua volta, toda a envolvente, processar e analisar os dados visuais. Mas, enquanto este não for suficientemente sofisticado para não colocar em perigo os peões, a maioria dos governos não autorizará que circulem pelas estradas.

 

Por agora, Portugal está a fazer testes, mas também não quer ficar para trás na condução autónoma, tendo constituído um grupo de trabalho que tem como missão estudar as alterações legislativas necessárias à introdução das tecnologias ligadas a esta nova realidade. Há também movimentações ao nível da investigação. Em Coimbra, por exemplo, a Tula Labs, já disponibiliza uma solução para veículos elétricos pensados para uma utilização em espaços privados como hospitais, hotéis ou fábricas.  

 

Olhos por todo o lado para máxima segurança

Para perceber todo o ambiente circundante, os carros autónomos devem obrigatoriamente estar dotados de três sistemas visuais: câmaras de vídeo, radar e sensores que emitem ondas em todas as direções, e que atualizam em permanência um mapa 3D de todos os obstáculos.

 

A questão é que o software ainda está em desenvolvimento. Desde uma questão, que neste ecossistema pode parecer básica, como a atualização das sinalizações, no caso dos semáforos, por exemplo, que devem interconectar-se com o software incluído no automóvel, mas também a toda a rede de comunicações que tem de sofrer um upgrade para lidar com um fluxo de comunicação de volume gigante, e a alta velocidade, a níveis nunca antes verificados.

 

Tendo em conta os dispositivos que utilizamos atualmente de forma regular como smartphones, computadores, tablets, ou smart tvs, em 2020 haverá cerca de 30 mil milhões de dispositivos ligados à internet a toda a hora. É aqui que entra a 5G, a rede de alta velocidade e alta definição que permite tours de realidade virtual, monitorizar equipamento, fazer diagnósticos de dispositivos em zonas remotas e,  mais importante ainda, acelerar a comunicação machine-to-machine (M2M), decisiva para o funcionamento dos carros autónomos.

 

A M2M oferece uma troca automatizada de informações entre dispositivos como máquinas, veículos ou outros equipamentos, tanto no ambiente industrial como no privado. Comunicando entre si, ou com uma localização central (banco de dados), usando cada vez mais a Internet e as várias redes de acesso, reduzem o tempo de inatividade e melhoram a capacidade de resposta.

 

Porquê carros autónomos?

Além da vontade de querermos aproveitar o tempo da melhor maneira, a questão da segurança é fundamental. Isto se, de facto, o número de acidentes for mais reduzido e se os fabricantes de automóveis seguirem com esta ideia de investir na tecnologia para os automóveis autónomos.

 

A maioria das empresas automóveis tem na segurança um cartão de visita e, se este é um fator que impulsiona a compra, é natural que seja uma aposta cada vez maior por parte das marcas do setor. Estima-se que já tenham sido investidos mais de 80 mil milhões em pesquisa por parte das marcas automóveis a nível mundial.

 

E os resultados destas pesquisas já andam pelo mundo. A Ford já tem, nos Estados Unidos, parcerias para entregas de pizza, assim como com os Correios, para fazer chegar algumas encomendas. E, num futuro próximo, pretende incorporar sistemas de deteção de trânsito e de estacionamento disponível, para se estabelecer como a marca de automóveis que mais facilmente chega ao destino. A Uber, por sua vez, anuncia que, em 2020, 20% da respetiva frota será constituída por automóveis autónomos.

 

Mas, até lá, é necessário fazer desaparecer o fantasma dos acidentes fatais com carros autónomos. Em alguns casos, o resultado foi o cancelamento de programas de investigação em determinadas localidades. No entanto, na Europa, onde estão localizadas muitas das sedes dos fabricantes de automóveis, existem países muito recetivos a esta inovação e que autorizam os testes com carros autónomos.

 

Na Alemanha, mais precisamente no aeroporto de Hamburgo, a Volkswagen está a fazê-lo. A Volvo fá-lo em Estocolmo. A Holanda acedeu a testar os automóveis em várias cidades. Já, na Grã-Bretanha, ainda não foram aprovados os testes nas vias públicas. Mas, em muitas cidades americanas também já se avistam carros autónomos como é o caso da Califórnia, Phoenix, Miami, Detroit e mesmo New York. E na Ásia, a China, o Japão e Singapura, já fazem testes com táxis.

 

Existem rumores de que, em Silicon Valley, a Apple estará a construir o respetivo automóvel autónomo, testando intensivamente a tecnologia, e que daqui a dois ou três anos o projeto verá a luz. O mesmo acontece com a Google Waymo, a divisão criada para os assuntos do carro autónomo da Google, lançada formalmente em 2016, mas que há cerca de 10 anos faz pesquisa.

 

No entanto, muitos aspetos permanecem por esclarecer. Nomeadamente, em caso de acidente, quem é o responsável? O fabricante do carro, o piloto automático, o dono da viatura ou os ocupantes? Quais as famílias tecnológicas dos veículos a estabelecer para assegurar? Quais as coberturas de seguros? Haverá partilha de carros autónomos? São alguns dos vários cenários que terão de ser regulamentados antes de os carros autónomos entrarem nas estradas do mundo e, é claro, nas portuguesas.

 

Em 2030 estaremos a voar

Em poucos anos o céu deverá ser mesmo a solução para o congestionamento de tráfego e para a redução da circulação automóvel nos grandes centros urbanos. O Boston Consulting Group prevê que, em 2030, sejam efetuados mil milhões de voos em todo o mundo, com recurso a táxis voadores, serviço que será prestado também pelas operadoras de car sharing. “A maioria destes táxis aéreos será capaz de operar sem piloto”, diz em comunicação a Bosch, que está a trabalhar em tecnologia baseada em sensores de última geração para tornar estes voos especialmente seguros, confortáveis e eficientes. “Os primeiros táxis voadores deverão sobrevoar os céus das principais cidades a partir de 2023”, anuncia a marca.

 

A Bosch descobriu uma lacuna no mercado, nomeadamente que tecnologia aeroespacial convencional é muito cara, volumosa e pesada para ser usada em táxis voadores autónomos. Com recurso a sensores Bosch, já em uso em veículos de produção, a unidade de controlo universal é projetada para garantir a capacidade de determinar a posição dos táxis voadores de forma instantânea e constante, permitindo o seu controlo com precisão e segurança.

 

Os sensores de aceleração e a taxa de viragem, que medem os movimentos dos veículos voadores e o ângulo de ataque, são alguns dos exemplos de sensores que permitem recolher e analisar os dados necessários para que isso aconteça. Ao contrário dos atuais sistemas de sensores disponíveis na indústria aeroespacial, que custam dezenas de milhares, ou mesmo centenas de milhares de euros, a Bosch consegue desenvolver uma solução por uma fração do custo. Os sensores são pequenos e leves e podem instalar-se utilizando o princípio plug-and-play.

 

Os voos de teste estão programados para começar em cidades como Dubai, Los Angeles, Dallas e Singapura em 2020. Por esta altura, cerca de 3000 táxis voadores estarão a operar em todo o mundo, segundo a consultora Roland Berger. Este número aumentará para 12000 até 2030, com pouco menos de 100 mil táxis voadores previstos até 2050. Consultores da Morgan Stanley estimam que o negócio de táxis voadores possa chegar aos 1,35 mil milhões de euros (1,5 biliões de dólares) até 2040, atingindo os mercados dos Estados Unidos e o sudeste Asiático, mas também outras cidades da Europa de grande e média dimensão.

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