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As viagens no tempo são ainda ficção mas já é possível prever o futuro

As viagens no tempo são ainda ficção mas já é possível prever o futuro

Há décadas que a investigação médica tenta encontrar uma forma de prever que um indivíduo tem uma maior predisposição ou forte possibilidade de vir a desenvolver uma determinada doença. Existem avanços mas, tal como se sabe, o corpo humano é muito complexo e há ainda muito por explorar.

 

Uma grande parte dos exames médicos que hoje se realizam são com base em sensores, como medidores de pressão arterial, batimentos cardíacos, níveis de oxigénio no sangue. Há até smartphones com capacidade de fazer estas leituras ou relógios inteligentes que registam dados do utilizador quando está a fazer exercício físico, or exemplo. Os atletas profissionais usam estes sistemas há alguns anos para monitorizar e melhorar a sua performance. E, na china, há já um robô a dar consultas, faz diagnósticos e prescreve receitas.

 

Mesmo que existam previsões para a utilização da telepatia por volta de 2050, muitas destas previsões são possíveis porque necessitam pouco mais do que sensores que enviam dados e permitem, com base na Inteligência Artifical e Algoritmos avançados, prever e antever eventuais complicações.

 

Apesar de ser já possível fazer algumas medições á distância, como ritmos cardíacos, pressão arterial, entre outros, ainda estamos no campo das experiências e sem um sistema preditivo autorizado a ser comercializado.

 

Por enquanto, aplica-se o método às máquinas. Construídas pelo Homem, são mais simples de prever as avarias que estão a desenvolver-se no interior de um motor, por exemplo. A isto chama-se Gestão Preditiva de Avarias. E pode, por exemplo, ser implementado à Sophia, de modo a prever qualquer avaria ou falha mecânica.

 

Mais uma vez, uma previsão feita com base na análise de grandes quantidades dados e não em telepatia. Esta gestão preditiva tem mostrado resultados bastante positivos e existe uma empresa portuguesa que está na liderança desta tecnologia.

 

A Stratio é responsável pelo desenvolvimento de um sistema dirigido a frotas de camiões de mercadorias e passageiros e funciona de forma bastante simples. Um pequeno aparelho ligado ao veículo permite recolher e enviar em tempo real, dados de todos os sensores da frota. Estes dados são interpretados por um algoritmo e apresentados aos clientes através de uma plataforma web em tempo real graças à conetividade 4G.

 

Quais as vantagens?

O segredo de tudo isto está, obviamente, no algoritmo, na Inteligência Artificial, e tratatmento dos dados que são apresentados. Com esta tecnologia, de acordo com alguns números apresentados pela Stratio, é possível às empresas obter poupanças substanciais a diversos níveis.

 

Redução de custos de manutenção - a deteção de um possível problema mecânico antes da avaria mais grave ocorrer, permite reduzir os custos de reparação dos veículos.

Redução de tempos de imobilização dos veículos - o acesso rápido a informações sobre o desempenho da frota e a antecipação de problemas permite planear intervenções e reduzir tempos de inatividade.

Total controlo de disponibilidade da frota – o acesso permanente a indicadores operacionais sobre todos os veículos da frota, com detalhe de possíveis avarias, permite ter uma capacidade de previsão e controlo sobre a disponibilidade da frota, potenciando uma gestão mais eficiente e previsível do negócio.

 

Ou seja, de acordo com o modelo de cada veículo, existe uma série de parâmetros que correspondem a potenciais avarias ou consumos excessivos. A Inteligência Artifical associada à solução, envia alertas e sugere de imediato o tipo de intervenção. Neste processo, o cliente fica logo a saber quais os custos associados a uma reparação atempada ou o custo de adiar uma intervenção.

 

Quem gere uma frota automóvel, ou quem mesmo quem tem apenas um veículo, sabe que, por vezes, por causa de um simples parafuso que temd e ser remetido do estrangeiro, pode ficar dias com a viatura parada. Este tempo é dinheiro. Se for possível prever uma avaria, sabendo de antemão quais as peças necessárias, os tempos de paragem reduzem substancialmente.

 

Como exemplo prático, é possível, através dos sensores, perceber que o motor de um dos veículos está a aquecer mais do que o normal. Uma das causas prováveis será uma avaria no radiador que tem um custo estimado de reparação de 1500 euros. Não agir, poderá significar ter de substituir o motor que tem um custo estimado de 25 mil euros.

 

Um dos casos de estudo da Stratio, empresa portuguesa, com sede em Coimbra, é precisamente com a frota de transportes públicos da cidade dos estudantes. Poupança de 12% nos custos de manutenção, 8% em combustível, redução de 350 horas na paragem forçada dos veículos e uma redução de 92 toneladas nas emissões de CO2. Tudo isto apenas com base na análise dos dados fornecidos pelos sensores e trabalhados pela plataforma.

 

Em entrevista, Miguel Franco, da Stratio, explica como surgiu a empresa e o conceito em resposta a um desafio que incentivou o empreendedorismo nacional com expressão nos Estados Unidos e planos de expansão para outras latitudes.

 

A aplicação da Inteligência Artifical a outras áreas, como a medicina, são possíveis mas é preciso ultrapassar as tais barreiras éticas e um maior cuidado quando se está a introduzir um novo aparelho para recolher dados nas máquinas que servem para monitorizar a saúde.

 

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